terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sem sentido

O olho d´água é cego
A boca da noite não morde
A barra do dia não tem código
O alto mar é fundo
O buraco negro é profundo
O nascer do sol não doí na barriga da terra
A lua cheia não tem água
A coxia da rua não ascende
A cabeça de alho não pensa
As nebulosas não chovem
O céu da boca nunca teve estrelas.

Manu Kelé!

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