quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Roupas do sol

Me despido da tarde,
Tirando as roupas do sol,
Estou rouxinol,
De cores e canto.

Me visto de noite,
Abraçando estrelas,
Estou nuvem macia,
No céu da poesia.

Manu Kelé!

Sorvete

Tarde quente de rachar a inspiração,
Quase que o verbo não acontece,
É preciso muito sorvete de cajá,
E água no pote,
Sorte das palavras que esfriarem,
Mas a sede do poema é maior que o calor,
E mesmo sem muito esforço,
Como um mágico, tiro do bolço,
A palavra mais forte do universo,
E que finalizo esse verso,
Dizendo,
A melhor sentimento da vida é o amor.

Manu Kelé!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Da poesia que faz teu olhar

No mar,
No teu olhar,
Quero ser golfinho,
Nadar,
Dançar,
Respirar cores.
Quero verso molhado,
Sol encarnado,
Céu,
Desejo,
Suave beijo,
Sol,
Teu olhar...

Manu Kelé!

Lexotan

Será que o azul existe?
Quando bebo cores de palavras no café da manhã,
Fico zonzo sem saber o que fazer,
Se um novo poema vai nascer,
Minha loucura tá em plena forma,
Se um poema vai morrer isso não me conforta.
Desde que parei de tomar Lexotan,
O Tarsan fica querendo gritar nos meus ouvidos,
Mas meus nervos não estão arrependidos,
Pois a inspiração é sempre criança,
E numa dança faz o verbo vibrar,
Com a emoção de viver no tal blog:
Poética da Alma!

Manu Kelé!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Maçã na boca

As cores do dia,
Despertar da manhã,
Maçã na boca,
Gosto de café.

Tenho fé,
O mundo vai mudar,
O quando é mais difícil,
Do que o agora.

Por essa hora,
Milhões de pessoas,
Sentem a poesia da fome,
Sem nome ou valor.

O mar de Deus é o amor,
Do capital a dor,
Os dois não se encontram,
Um é divisão o outro desgraça,

Por isso saí na praça,
Fala pra o outro a verdade
Da necessidade de repartir,
Sera que assim,
Poderá existir um mundo melhor?

Manu Kelé!

sábado, 25 de janeiro de 2014

Toque sentimento

Se eu fosse uma flor meu cheiro seria teu, mas como sou apenas um poeta, espero que sinta nessas palavras o toque do meu sentimento.

Manu Kelé

Respirar letras da poema?

Sorriso largo,
Rio de alegria,
O que me contagia,
Energia e beleza.
Largo sorriso,
Mar diverso,
O universo a conspirar,
Respirar letras da poema?
O voo que faço pela loucura,
É que traz o encantamento,
Alimento de poeta é o sentimento,
E o  vento soprando para o lado contrario das horas lógicas.

Manu Kelé

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Como dourar um verso?

Letras vazias não formam poema,
Verbo parado não faz ação,
Como tirar canções de pedras?
Como dourar um verso?
Por onde vagueia a imaginação poética?
Certa é a frase que afirma,
O amor ainda é o melhor sentimento semeado entre os seres humanos.

Manu Kelé!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mandacaru

Hoje as palavras não querem acontecer,
É como não chover no sertão,
Seco, seca inspiração.
Estou quase um mandacaru,
Coberto de espinhos,
Mas de pensamento verde,
Quem saberá lapidar o destino do verbo?
Agora quero mesmo é tomar um sorvete de açaí,
Sair desse calor,
Enfrentar a dor de não sentir um verso abrir como flor.

Manu Kelé!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cores do amanhecer

As cores que despetalavam das palavras,
Deixavam o céu tonto,
O coração congelava os sentidos,
A emoção do olhar,
Fazia estrela cantar,
Voz e luz,
O som do verso varava noite a dentro,
O alimento de toda inspiração,
Vinha da sensação das cores do amanhecer.

Manu Kelé!

Ainda há flores

Ainda há flores no quintal,
Beija flor ainda vem me visitar,
No ar reminiscencias,
Pra ter paciência o poeta acalma o verbo,
Soltar a voz sobre o verso,
Faz dançar as cores,
Quando criança,
Voava toda hora,
Imaginação infinita de boa,
E ficava a toa,
Esquecido do tempo,
Brincando de poesia,
Entremeado com  a magia de ser...

Manu Kelé!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Louco

Ser louco é viver em outro mundo?
Ser louco é querer dividir tudo?
Criar um mundo plural?
Criar um mundo igual?
Achar que é sempre amigo das estrelas?
Ser inimigo das coisas erradas?
Querer que sejam presos todos os políticos corruptos do Brasil?
Esquentar o poema com puta que pariu?
Tem horas que eu queria tudo diferente,
Que toda gente tivesse água, pão, amor,
Que a dor do capital acabasse,
E aí se a loucura do verso passasse,
Seria melhor se alguém me levasse,
Pra o manicômio secreto do poema inacabado.

Manu Kelé!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Diz a praia

Diz a praia que sinto o gosto da água,
Que pinto o azul na imaginação,
Que o meu coração voa,
As vezes sou espumas,
Outras sou verde,
Vento dentro em mim
Pra comandar o sol  que arde o desejo
De voar gaivota
Por um poema feito de mar e areia branquinha.

Manu Kelé!

Campina

O céu abriu as cores do dia,
Campina coloria o som,
Tudo amarelo esperança,
Luz de criança, dança chuva.

No nordeste chuva é bom tempo,
O vento anima a plantação,
E o coração do povo,
Agradece feliz os pingos que molham a vida.

Manu Kelé!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Notas quinta de minuta

Pássaro suave pelo som,
Soprando notas em quinta de minuta,
Não adianta força bruta,
A natureza vai suavizar o sol,
O sertão vai virar mar?
A esperança do verbo
É saborear o amor,
A esperança da palavra,
É amenizar a dor,
Seja como for,
Não aguento ver a natureza destruída...

Manu Kelé!



Formas

Palavra de rachar,
Quente é o sentimento,
Semente sol do querer,
O que fazer?
Quando o desejo bate descompassado?
Mesmo esquecendo o passado,
Brilha no presente o teu olhar,
Mas no meu agora,
Tudo é mesmo quase poesia,
Eu vou inventando a cada dia,
Formas imaginariamente verdadeiras de amar.

Manu Kelé!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Asas

Palavra pode não dar asas, mas faz voar a imaginação!

Manu Kelé

Nenhum segundo

Quando a saudade bate, a vontade de te ver é como a azul no céu não me larga nenhum segundo!

Manu Poeta Kelé

O beija-flor

Meus sentidos voaram com o beija-flor,
Olhos e ouvidos ligados,
Nas cores,
No som.
Dom de passarinho é liberdade,
É verdade,
Quase toda cidade.
Quase todo progresso,
Não combinam com o que é natural,
Mas existe uma certeza,
Quando o capital for menos importante,
A humanidade a cada instante,
Defenderá a natureza!

Manu Kelé!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Gêmeos sentidos

Queria entrar no teu sorriso,
Ser tua alegria,
Dos teus olhos
Ser a cor,
Estar em ti,
Corpo e alma,
Gêmeos sentidos,
Nos ouvidos,
O melhor som.
Queria mesmo ser,
O teu dom de viver.

Manu Kelé!

Criador

Quando o vento bater na tua porta,
Escuta a voz de Deus,
Na cor das flores,
No som da lua,
Na rua cheia de crianças,
Na dança das estrelas,
No calor e frio dos caminhos,
Pois os carinhos do criador,
São sempre maiores
Que a pior dor que suportamos sentir...

Manu Kelé!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Acontecer

Não penso em palavra morna,
Dá ânsia de vomito,
Não penso em palavra negativa,
Faz tudo dar errado,
Penso e sinto palavra boa,
O pensamento voa na positividade,
Fazendo o amor de verdade acontecer!

Manu Kelé!


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Beijar

Sair da zona de conforto nos ensina a buscar o equilíbrio, nem tudo é flores, nem espinhos, os vinhos podem fazer mal ou bem, depende de quem ingere. mas digo com certeza beijar ainda é uma das melhores ações pra manter a calma.

Manu Kelé!

domingo, 5 de janeiro de 2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

Me diz uma palavra

Me diz uma palavra transparente,
Que a lente da minha alma alcance,
Que não nos deixe distante,
Que semeie amor.

Me diz uma palavra por favor,
Que acenda estrelas,
Que perfume a lua,
Que clareie a rua do meu verso,

Me diz uma palavra te peço,
Antes que o verbo durma,
Que a não poesia tá no gatilho,
Querendo atirar na inspiração.

Manu Kelé!

Cachorro doido

Quando a minha poesia fica mais braba que tosse de cachorro doído, me solto no ar, respiro mar, salinizo a inspiração e tudo volta a ser sol de palavras!

Manu Kelé!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Acordar amor

Quero estar no pensamento das estrelas,
Virar poema de luz,
Voar universo,
Sonhar novo verso,
Acordar amor!

Manu Kelé!

Primeira poesia

A primeira poesia,
Estrelas vazias?
Lua cheia?
Chuva fina?
Sol lilás?
O que há por traz do pensamento?
Um poeta insano?
Um anjo pecador?
Um pescador de sete mares?
Pares e mais pares de letras agudas,
Não apagarão jamais a loucura do verbo.
E a primeira poesia do ano,
Entrará por um infinito cano
E sairá em flores que giram feito ciranda na minha imaginação!

Manu Kelé!