Baião de dois

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terça-feira, 20 de julho de 2021

Carolina de Jesus


Não precisava letrada
Pois as letras gostavam dela
Da sua janela 
Via a realidade
Verdade passada
Quarto de despejo
A fome o desejo 
De registrar o mundo
A negritude 
O seu maior tesouro
Sua atitude 
Toda resiliência  
A sapiência de quem sente a arte
Da sua parte 
O amor a literatura
Sua cultura ganhou o mundo inteiro 
Nem sempre o dinheiro é sinônimo de riqueza
Com toda certeza 
É imortalizada 
Carolina está guardada
 Em versos do universo.

Manu Kelé!