quarta-feira, 30 de abril de 2014

Onde?

Onde está você?
Não sinto teu cheiro,
Não ouço tua cor,
Não navego mar,
Teu olhar.

Onde está você?
Tua falta me deixa tonto,
Meu poema não fica pronto,
Preciso te encontrar.

Onde você está?
Volta pro meu lado,
Alimenta meu sonho alado,
Quero contigo voar!

Manu Kelé!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Ziiiiiiiiiip zuuuuuuuum

Ziiiiip Zuuuuuuum,
Vaga vaga-lume,
Luz verde no rabo,
Papo de poeta clareado,
Sonho acordado,
Poema sonoro.
Zuuuuuuuum, zippppp,
Aconteceu um eclipse no verbo,
Cores alaranjadas,
Lagarta de fogo,
O calango faz o jogo,
O mosquito voa zonzo,
Ziiiiiiiip zuuuuum,
Poesia é pura brincadeira,
Cura a mente com besteira,
Colhe do nada,
Melhor vontade:
Viver!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Rede de palavras

Quero é dormir o verso,
Carneirinhos no céu,
Véu de estrelas pra esquentar,
Rede de palavras,
Som de flores,
E as dores do trabalho, 
Se vão com o sorriso do mar, 
Amanhecido de um lindo sol.

Manu Kelé!

domingo, 27 de abril de 2014

As dores do verbo

Voo entre o azul e a imaginação,
Num poema coberto de flores roxas, 
As dores do verbo,
Se apagaram na imensidão do delírio.
Me  deleito entre a realidade e sonho,
De porta em porta, 
Vou abrindo minha alma,
Mas a minha calma ainda não escuta o som das cores,
Um  dia o sol vai aquecer o poema, 
As palavras vão girar amarelo esperança,
E todos seremos crianças,
Mergulhadas no mar de amar...

Manu Kelé!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Poesia de Deus

Palavras, palavras, palavras,
Ideias de clarear o sol,
Pensamentos de mover o mar,
Silêncio....
A poesia de Deus,
É o equilíbrio milenar de todo universo.

Manu Kelé!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Gerar a viagem do verso

Não sei vestir estrelas de luz,
Nem tão pouco dourar o sol,
Não consigo colorir o mar,
Mas o que há em mim?
É simples assim?
O que tento é entortar o verbo,
Agitar as palavras,
Soltar a imaginação,
Gerar  a viagem do verso,
Por isso confesso,
 Todo risco vale a pena quando se transcende emoção.

Manu Kelé!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Poema inexistente

As vezes me perco no labirinto das palavras,
O descaminho do verso,
Ferve em larva descolorida,
Vulcânica ausência,
Indigesta inspiração,
O coração abre a porta pra o silêncio,
Eu sopro no vento um poema inexistente.

Manu Kelé!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Nuvem

Quero palavras com cheiro de flores,
Céu de carneirinhos,
Peixinhos flutuantes no ar,
Mar de sorrisos,
Nuvem algodãozinho,
Quero todo carinho
Da leve poesia do teu olhar!

Manu Kelé!

Indescritível

Em algumas ocasiões as palavras não tem razão nenhuma para existir, melhor seria o silêncio, só pra sentir as cores tomando conta do olhar, formando poema sem palavras num sentido pleno de alcançar a musicalidade do brilho da lua e estrelas numa noite indescritivelmente linda!

Manu Kelé!

O caminho

O azul estava molhado,
O caminho esverdeado,
A chuva coloriu o mundo,
Fez a alegria do sertão,
O coração nublado de alegria,
O galo cantou toda magia,
O sol descansou novo amanhecer.

Manu Kelé!

Gosto das palavras

Cheguei em casa,
Queria sentir o cheiro das palavras,
Pai,
Mãe,
Não estão aqui?
Essa pergunta se refaz a cada dia,
Mas o sentimento de irmandade,
Me faz sentir o gosto de outras palavras,
Família,
Carinho,
Pra ser irmão,
Basta amar com profunda verdade,
Quando me interno no pátio dos sentimentos,
O sentido dos meus ancestrais se reconstroem dentro de mim.

Manu Kelé!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Lua e estrela

Queria mesmo fazer silêncio,
Mas me  foram saindo palavras ao vento,
Umas coloridas,
Outras com cheiro de flores,
Outras com o sabor das melhores frutas,
Cajá, graviola, limão,
Meu irmão,
Que coisa mais renitente,
Quando a poesia mexe com a gente,
Mesmo querendo palavra calada,
A ideia fica acordada,
Fazendo  lua e estrela dançar.

Manu Kelé!

domingo, 13 de abril de 2014

Flores secas

A razão explica sentimentos?
Cortei em voo rasante o céu do meu poema,
Tudo que era tão claro ficou confuso,
Tempo descompassado no fuso horário do verbo,
Dias de estrelas,
Noites de sol,
Palavras cravadas em flores secas,
Quando a paixão toca,
O som produzido é de cores antagonicamente dissonantes.

Manu Kelé!

Flor amarela fui

Me perdi entre palavras,
No labirinto dos desejos,
Voei entre teus beijos,
Leve flor amarela fui.
Me achei fio e razão,
O coração despedaçado,
Mas o aconchego do teu braço,
Foi a melhor da emoção.
Mesmo tendo sofrido,
Paixão saudade tormento,
Sigo superando suor e dor
Entre as veredas do amor.

Manu Kelé!


Era céu era mar?


Não sabia o que era céu nem o que era mar, tudo poema a vistas claras e uma musicalidade de cores que só um coração afinado pode ouvir!


Manu Kelé !

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Rapadura mascava

Palavra que doí no corpo,
Verbo triste torto,
Cansaço de apagar as cores.
Ainda bem,
Nem tudo é trabalho,
Na sensação de um tempo sutil,
Escuto vinil,
"Dança dos Escravos",
E o som vai libertando as dores,
Volto a sentir o gosto na vida,
Como o doce sabor de rapadura mascava.

Manu Kelé!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Verbo nu

Passarinhando entre estrelas,
Me arrepiei em verbo nu,
Entre céus e luas,
O voo é infinito,
Quando a saudade vem
Do extremo sertão de dentro...

Manu Kelé!

Ponta cabeça

Não quero poesia qualquer, quero sentimento que entorte o verbo, até os sentidos ficarem de ponta cabeça e que se consiga sem esforços maiores sentir o som das cores do amanhecer!!
Manu Kelé

domingo, 6 de abril de 2014

Palavras que sorriam


Sonhei com palavras que sorriam,
Num poema colorido,
Fazendo um som em verde, vermelho, amarelo e preto,
A mãe África estava do meu lado e dizia:
Meu filho viva e ame nossa gente,
A todos os que foram espalhados pela diáspora,
Anuncie verdadeiramente que só o brilho da nossa cultura e arte,
Poderá acabar com toda espécie de preconceito.


Manu Kelé!

sábado, 5 de abril de 2014

Almas poéticas

Poesia se escuta das cores
Voadas em borboletas transparentes,
Se toca na  luz da lua,
Se voa num som de Egberto Gismonti,
Poesia é o monte verde natural da Chapada do Araripe,
O verso,
O verbo independe de palavras,
Tá no sentimento das coisas,
Se revela nos sentidos das almas poéticas!

Manu Kelé!