domingo, 15 de junho de 2014

Chove palavra?

Nem todo dia chove palavra,
Por isso não brotam versos nos jardins?
Uma borboleta se perguntava aflita,
Enquanto afirmava:
-Tem dias que as horas perdem as cores, pois nessa cidade a fumaça dos carros é o ar que respiramos,
Barulho,  buzina de esquina em esquina quase não resta uma flor, as palavras de bom dia são esquecidas, enquanto o medo supera quaisquer outros sentimentos que possam fazer brotar poesia.
Mas ela não conseguia perder a esperança e numa dança suave do pensamento colheu no vento uma nova frase brotada do seu coração natural e disse:  Acho que amar é o sentimento mais normal, o ódio e a dor não fazem parte de borboleta ou flor, é preciso continuar tendo fé na inspiração.

Manu Kelé!


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