Baião de dois

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domingo, 30 de novembro de 2014

Do outro lado

Do outro lado do azul
Verso outra cor
Verbo outra dor
Som da saudade em nós
Do lado de cá do verde
Do beijo a esperança
Do encontro nova dança
Sinestesia no ar.

Manu Kelé!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Verso fervido

As palavras certas entortam o juízo
De quem faz mal juízo das boas cores
As palavras erradas não dizem nada
Pra quem tem a certeza do caminho
As palavras são nada pra quem não quer ver
Cego é o que não escuta o som da inspiração
As palavras são o infinito
Quando um verso fervido saí pelo mundo a dentro
Esquentando um coração aprendiz.

Manu Kelé!



sábado, 22 de novembro de 2014

Verso sem idade

A poesia faz o verbo voar sem asas
As casas postas no céu
O azul flutuando no chão
Vira ponta cabeça a imaginação
E o coração degusta beleza e sensibilidade
De um verso sem idade num tempo sem fim.

Manu Kelé!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A culpa é mesmo das estrelas?

Não encontro encantamentos em palavras mortas
Todos os dias o silêncio atravessa o meu corpo em cores de minuta,
Por isso é melhor mesmo sentir poesia
O sol que dorme no mar
Acorda o outro lado do real,
É normal ver tudo perdido?
Tudo é bandido e mocinho?
A culpa é mesmo das estrelas?
Sei mais é de nada...
Vou me esquentar com o calor da lua
Que a rua do verbo tá repleta de incertezas.

Manu Kelé!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Florzinha

Florzinha com teu cheiro e cor
Minha dor vira poesia
Esse olhar de encantar o dia
Faz a magia do verbo acender
Queria mesmo ser abelhinha
Do teu polem provar
As energias renovar
Pra te cobrir de infinito carinho,

Manu Kelé!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Poeta passarinho

Lacrimejo versos secos cor de folhas tristes pois as palavras desse mundo sentirão uma imensa falta de Manoel de Barros!
Manu Kelé!

Quando estou Manoel de Barros

Estou sempre de braços abertos para as palavras por isso acho que as vezes sinto as cores pulsando no coração do verbo!

Manu Kelé!