Baião de dois

  • https://open.spotify.com/artist/5lOIjIV9nUjpYL1GVi9lZf?si=k7RF06B-RiWBH-kfmnvvYw&utm_source=copy-link

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Um só querer

Não quero mentir
Nem medir palavras
O brilho de nós ao estarmos juntos
É visto universo a fora
Descansadas horas do verbo
Constelações de emoção
E nosso coração a cada segundo pulsa um só querer.

Manu Kelé

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Simplesmente

A suavidade das palavras
É poesia sem esforço
Deita de preguiça
Esquece o tempo
Traça no sopro do verbo a calmaria que o silêncio necessita pra existir
E por não querer insistir em criar poema
Vou deixar simplesmente a energia do universo atravessar minha alma.

Manu Kelé!

domingo, 26 de outubro de 2014

Sul da imaginação

A sede que tenho de palavra,
Me deixa de pote vazio,
Traço voo paradoxal no céu da criação,
Mas o coração do verbo se acalma,
Com o cheiro das flores cor arco-íris
Que vêm do sul da imaginação.

Manu Kelé!

sábado, 25 de outubro de 2014

A + B = C

Somar palavras pra dar igual a poesia é perder a magia do verso,
Peço que não se engane poesia não combina com tempo ou escravidão,
Temos é que esvaziar o coração de tudo que possa acorrentar a criatividade,
Respirar a verdade sem horas nem agonia
De um dia que nasce roçando todas as cores da inspiração na sua pele.

Manu Kelé!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Cacos

Cacos de palavras cortantes fazem sangrar a inspiração,
O coração ferve mar de desejo,
Não consigo acordar nesse sonho colorido,
Enquanto respiro pedaços de estrelas saem brilhando do meu nariz
E o que diz o amanhã?
O sol nascerá nova poesia?
Com o seu calor independente,
Para dementes e sãs
Batizadas ou pagãs,
Galãs ou desconhecidos de Deus?
Que a preguiça acalme essa poesia
Que detesta mais valia
E toda exploração capital.

Manu Kelé!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Nada é real

Invento asas de palavras
voo entre nuvens rosas
De um céu amarelo cheirando a alecrim
As vezes nada pra mim é real
Nem mesmo as palavras que constroem essa poesia.

Manu Kelé!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Amorezito

Não digo poema nem verso rasgado,
O gado que era meu o gato comeu,
Estremeceu mundo de injustiça
Derrubaram mata a dentro do pensamento
Meu alimento agora só desengano
Mas não vou mesmo entrar pelo cano
Se estou mesmo na Matrix maldigo o pensamento escravizante
Dou capoeira com a perna gigante da minha poesia
Me ponho em segundos livre no tempo e espaço.

Manu Kelé!