A palavra tocou na minha pele
Que se revele a ancestralidade
Pai Francisco
Mãe Maria
Jorgina
Guias varias cores
Que os tambores dancem
Em amores de sons
Gerados na alegria dos dons
Resistidos
Seguidos
Gerados na raiz do continente materno.
Manu Kelé!
Manu Kelé: Sou Poeta, Músico, Compositor e Professor, comecei a brincar com as palavras nos intervalos do curso de História, que era festejado no Pátio Interno da UFC, com os meus amigos Eduardo Loureiro, Fabiano Piúba e a amiga Luíza de Theodoro. Formamos o grupo "Os Internos do Pátio" que se reune até hoje para encantar nossos sons poéticos.
Baião de dois
- https://open.spotify.com/artist/5lOIjIV9nUjpYL1GVi9lZf?si=k7RF06B-RiWBH-kfmnvvYw&utm_source=copy-link
segunda-feira, 23 de junho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Quem te criou?
O peso das palavras não cabem nesse leve verso,
Por isso te peço,
Guarde calado(a) sem voz as cores do céu,
Respire o som e perfume das flores,
Encerre as dores do mundo,
Com o mais profundo e concreto gesto,
Ame-se como ao amor que te criou!
Manu Kelé!
Por isso te peço,
Guarde calado(a) sem voz as cores do céu,
Respire o som e perfume das flores,
Encerre as dores do mundo,
Com o mais profundo e concreto gesto,
Ame-se como ao amor que te criou!
Manu Kelé!
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Poema para serenar
Serena,
Dança da água no ar,
O mar do desejo deságua na fartura,
Rapadura, mel, farinha, castanha, caju,
Quando tu nasceu foi linda festança,
A esperança dourava o sol com carinho,
O povo,
O caminho,
Ficaram verdes de felicidade.
Manu Kelé!
Dança da água no ar,
O mar do desejo deságua na fartura,
Rapadura, mel, farinha, castanha, caju,
Quando tu nasceu foi linda festança,
A esperança dourava o sol com carinho,
O povo,
O caminho,
Ficaram verdes de felicidade.
Manu Kelé!
terça-feira, 17 de junho de 2014
Encantamento do viver
Quando o sol dourar o amanhecer,
Não esqueceremos das noites,
Nem dos sertões,
Os corações estarão vadiados,
Em versos tortos destoados da normalidade,
Na minha idade sentir o azul,
Não é simplesmente voar na cor,
É abraçar com os olhos da alma,
O saboroso encantamento do viver.
Manu Kelé!
Não esqueceremos das noites,
Nem dos sertões,
Os corações estarão vadiados,
Em versos tortos destoados da normalidade,
Na minha idade sentir o azul,
Não é simplesmente voar na cor,
É abraçar com os olhos da alma,
O saboroso encantamento do viver.
Manu Kelé!
segunda-feira, 16 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
Chove palavra?
Nem todo dia chove palavra,
Por isso não brotam versos nos jardins?
Uma borboleta se perguntava aflita,
Enquanto afirmava:
-Tem dias que as horas perdem as cores, pois nessa cidade a fumaça dos carros é o ar que respiramos,
Barulho, buzina de esquina em esquina quase não resta uma flor, as palavras de bom dia são esquecidas, enquanto o medo supera quaisquer outros sentimentos que possam fazer brotar poesia.
Mas ela não conseguia perder a esperança e numa dança suave do pensamento colheu no vento uma nova frase brotada do seu coração natural e disse: Acho que amar é o sentimento mais normal, o ódio e a dor não fazem parte de borboleta ou flor, é preciso continuar tendo fé na inspiração.
Manu Kelé!
Por isso não brotam versos nos jardins?
Uma borboleta se perguntava aflita,
Enquanto afirmava:
-Tem dias que as horas perdem as cores, pois nessa cidade a fumaça dos carros é o ar que respiramos,
Barulho, buzina de esquina em esquina quase não resta uma flor, as palavras de bom dia são esquecidas, enquanto o medo supera quaisquer outros sentimentos que possam fazer brotar poesia.
Mas ela não conseguia perder a esperança e numa dança suave do pensamento colheu no vento uma nova frase brotada do seu coração natural e disse: Acho que amar é o sentimento mais normal, o ódio e a dor não fazem parte de borboleta ou flor, é preciso continuar tendo fé na inspiração.
Manu Kelé!
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Quilombo perfeito
Me sinto suave como uma nuvem cigana,
Você não me engana com palavras pesadas,
De cortar o coração,
Minha emoção é mais voltada para o céu de acordes dissonantes,
Lugar onde pássaros coloridos adivinham a paz,
E aí rapaz pra você que pensa que trabalhar é tudo,
Fico é mudo com o balanço do mar,
É que silenciar me faz produzir muito mais,
Do que trabalhar ao sol da exploração,
Então nessas épocas de temporais liberdade,
Quero mais é fazer um perfeito quilombo ,
E sentir no meu peito somente o peso leve do amor.
Manu Kelé!
Você não me engana com palavras pesadas,
De cortar o coração,
Minha emoção é mais voltada para o céu de acordes dissonantes,
Lugar onde pássaros coloridos adivinham a paz,
E aí rapaz pra você que pensa que trabalhar é tudo,
Fico é mudo com o balanço do mar,
É que silenciar me faz produzir muito mais,
Do que trabalhar ao sol da exploração,
Então nessas épocas de temporais liberdade,
Quero mais é fazer um perfeito quilombo ,
E sentir no meu peito somente o peso leve do amor.
Manu Kelé!
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