Baião de dois

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domingo, 29 de outubro de 2017

Poema de encantar

O bem que você me faz
É tão lindo quanto o mar
É poema de encantar
É doce felicidade

Quero ser teu beija-flor
Me encantar de inspiração
Preencher teu coração
Com merecido carinho

Festejemos a esperança
Pois a paz a gente alcansa
Quando aprende a amar.

Manu Kelé!





O Sol da inspiração

No estágio de cada palavra
Uma réstia de sentido
Um silencio inaudível
O sol da inspiração.

Manu Kelé!

sábado, 7 de outubro de 2017

Amar mar amar

Na esquina de cada palavra
Um vento colorido florido de sentimento
Alimento melhor pro coração
Trazendo em si a divina inspiração
De amar amar amar...

Manu Kelé!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Sentidos

Quando é amor
O que é negativo se desfaz
Construímos cada vez mais
sentidos de bem querer!

Manu kelé!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tá bom

Deu poesia
Meu dia iniciou
Com teu bom dia
Minha noite com um pedido a primeira estrela
Que tu não saias nunca do meu coração
Que toda emoção de criar
Venha da inspiração de te amar
Que o mar der a sua cor e energia
Para que a nossa companhia seja sempre
Uma verdade de reciproco cuidadados
Que sempre ao teu lado
Esteja guardado esse bem querer
Que mais que infinito
Que assim dito todas essas palavras
O essencial seja visível aos olhos.

Manu Kelé!

Entre a cruz e a espada

                Entre a cruz e a espada

               As lembranças de alguns conteúdos em sala de aula, me levaram a refletir sobre a realidade enfrentada por mim em sala de aula. As condições das primeiras fabricas, levaram os trabalhadores a reagir formando os primeiros sindicatos, buscando melhores condições de trabalho e melhores salários. A revolução francesa que não conseguiu fazer da França um sonho de democracia, mas mudou algumas realidades como a dos impostos, pesadíssimo que sustentavam o primeiro e o segundo estado, poderia me ater a dezenas de exemplo, prefiro fazer apenas um recorte para uma reflexão.
                 Nas minhas contas são 20 anos de magistério, intercalados com 7 e poucos meses em uma gestão que foi tão difícil e me acarretou problemas no coração. Em 2013 voltei para a sala de aula, ambiente muito quente, meninos que não são fácies de lidar um lugar insalubre, som de ventilador, inquietude, uma realidade gritante.
                 Podemos juntar então dois problemas de saúde que foram se desenvolvendo ao longo da minha vida, um problema de voz fenda vocal acompanhada de sulco vocal congênito e a cardiopatia, isso me acarreta duas necessidades básicas, tomar bastante água porque tenho que estar refrescando a garganta pra não ficar ressecada, por causa do calor e dos ventiladores, usar uma aparelho de som, para ajudar na voz, ainda tenho que tomar remédios para diminuir a pressão cardíaca um deles diurético, o que faz acontecer desconfortos, tomar muita água que gera uma necessidade involuntária de ir no banheiro.
                  Por causa dessa necessidade já fui chamado algumas vezes atenção pelos gestores da escola, perguntando ou indagando porque  tem que ir tanto ao banheiro?   O fato é que realmente não podemos sair da sala assim tantas vezes, não tem uma pessoa para ficar controlando os meninos que são violentos e ficam sempre agitados, trocando insultos que das muitas das vezes vão as vias de fato(troca de agressões verbais, algumas vezes física).
                 
                      Estamos entre a cruz e a espada, um empenho constante dentro e fora de sala, a maioria dos professores, como eu, se empenha ao máximo tentando fazer ações de cordialidade, no meu caso me envolvo em trabalho com o que mais gosto de fazer; musicalidade e poesia, ajudo sempre e sempre a gestão.

               Mas até quando conseguiremos suportar essa realidade? A ideia de deixar tudo sobre controle, meninos e aula, faz a gestão fechar os olhos deixando de          reconhecer o professor como ser humano.  Professores(as) tem necessidades, professores(as)  sentem, professores(as)  tem familiares, são poetas, artistas, criativos, precisam se alimentar de esperança, de pão, de café com tapioca, de conversas sem eira   nem beira que faça rir, professores precisam agir e o fazemos tudo possível pra enfrentar essa realidade tão dura.  e, apesar de tudo, fazemos todo o possível para enfrentar essa realidade tão dura] 
                   A pergunta: O que faremos para que tudo não continue tão assim? Tão entre a cruz e a espada?




Manu Kelé! Professor de História da Rede Municipal de Ensino, musico, compositor e poeta. Acadêmico da AAFROCEL. (Academia Afrocearense de Letras), ocupante da cadeira 44. Patrono: Joaquim Nambuco.





terça-feira, 26 de setembro de 2017

Estrelas

Duas estrelas se encontraram em plena terra
Duas luzes
Duas áureas
Duas energias
Se transformaram
Emoção
Inspiração
Perfeito calor
Tudo tudo tudo
Passou a vibrar amor.

Manu Kelé!