quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Entre a cruz e a espada

                 As lembranças de alguns conteúdos em sala de aula, me levaram a refletir pela realidade enfrentada por mim em sala de aula. As condições das primeiras fabricas que levaram os trabalhadores a reagir e formar os primeiros sindicatos, buscando melhores condições de trabalho e melhores salários, A revolução francesa que não conseguiu fazer da França um sonho de democracia mas mudou algumas realidades como a dos impostos pesadíssimo que sustentavam o primeiro e o segundo estado. poderia me ater a dezenas de exemplos mas é apenas um recorte para reflexão.
                 Nas minhas contas são 20 anos de magistério, intercalados com 7 e poucos meses em uma gestão que foi tão difícil que me acarretou problemas no coração. Em 2013 voltei pra sala de aula, sala quente, meninos que não são fácies de lidar num ambiente insalubre, som de ventilador, inquietude, especiais dentro da sala, uma realidade gritante.
                  Podemos juntar então aqui dois problemas de saúde que foram se desenvolvendo ao longo da minha vida, um problema de voz fenda vocal acompanhada de sulco vocal congênito e a cardiopatia, isso me acarreta duas necessidades básicas, tomar bastante água porque tenho que estar refrescando a garganta pra não ficar ressecada por causa do calor e dos ventiladores, usar uma aparelho de som para ajudar na voz, e ainda tenho tomar remédios para diminuir a pressão cardíaca um deles diorético, o que faz acontecer o seguinte desconforto tomar muita água necessidade de ir no banheiro involuntária.
                  Por causa dessa necessidade já fui chamado algumas vezes atenção pelos gestores da escola, perguntando ou indagando você tá com algum problema que tem que ir no banheiro, o fato é que realmente não podemos sair da sala assim tantas vezes, não tem uma pessoa pra ficar controlando os meninos que são violentos e ficam sempre agitados, trocando insultos que das muitas das vezes vão a via de fato.
                  Estamos entre a cruz e a espada, um empenho constante dentro e fora de sala, a maioria dos professores como eu se empenha ao máximo tentando fazer ações de cordialidade, no meu caso me envolvo em trabalho do que gosto de fazer musicalidade e poesia, ajudo sempre e sempre a gestão.
                  Mas até quando conseguiremos suportar essa realidade? A ideia de deixar tudo sobre controle fecha os olhos pra o que as vezes é desumano, professores tem necessidades, professores sentem, professores tem familiares, são poetas, artistas, criativos, precisam se alimentar de esperança de pão de café com tapioca de conversas sem eita nem beira que faça rir, professores precisam agir e o fazemos tudo possível pra enfrentar essa realidade tão dura.
                   A pergunta é o que faremos pra que tudo não continue tão assim? Tão entre a cruz e a espada, o nosso empenho e as vezes o não reconhecimento disso tudo colocado diante da espada Tudo tem que funcionar o melhor possível! A regional , A SME  exigem resultados

Manu Kelé! Professor de História do Frei Tito de Alencar Lima, musico, compositor e poeta.



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