Baião de dois

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Sol gelado

O sol que cegava as cores,
Não tinha cor,
Era gelado,
Frio de arder a alma.
Ele soprava o vento quente do desejo,
Gerava em todos a vontade de ter o que não era realmente preciso,
O sol pra gerar o seu calor consumia moedas e cédulas de todas as cores,
E mesmo alimentado não conseguia ter cor,
Depois de todo esse pesadelo,
Acordei e mesmo sem querer,
Continuo explorado pelo sol capital,
Que consome as pessoas e o mundo,
Nunca vai ter cor,
Nem mesmo sentimento por ninguem!

Manu Kelé!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Palavra virada

Palavra virada,
Ponta cabeça,
Sem fim.
Palavra Inventada,
Gira-lua
Jardim.
Palavra voada,
Vento aberto,
Coração,
Palavra cantada,
Som de Mil tom,
Emoção.

Manu Kelé

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Alegria fugaz

Olhar do céu,
Estrela molhada,
Noite quente quase em sol,
Nuvens sustenidas,
Desaguam em dó,
Som de minuto,
Alegria semifusa de sertanejo.

Manu Kelé!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vivo azul degradê

O sol quase dormindo,
O vivo azul degradê,
O sorriso molhado da tarde,
A alma que arde em prazer
A natureza maravilhoso presente,
A cena na alma estampada
A foto na mente guardada
A calma que ajuda a viver.

Manu Kelé!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Som

Castelo de palavras,
Céu de invenções,
Razões de viver...
Nascer do sol interior,
Brilho da alma,
O som de ser,
Penetrando na alma
A cada respiração.

Manu Kelé!



Poema para "Cais"

Cais canção,
Mar de som,
Voz de Milton,
Som de Deus,
Que bom!
O amor,
A beleza existem,
Incistem sobrevivem,
E acordam em sensibilidade,
Na verdade desse Nascimento!

Manu Kelé

domingo, 14 de abril de 2013

Quase sem palavras

Quase sem palavras,
Olho pras estrelas,
Tentando sintonizar-me,
Com a magnifica energia:
Teu olhar!

Manu Kelé!